sábado, 28 de abril de 2012

Aconchego!

Música nova que fiz com o Filipe! Nessa eu to botando fé! Quem for cantor e quiser gravar é só falar aqui comigo! hahaha
Espero que gostem...


ACONCHEGO
(Filipe Braun e João Lucas)

Aconchego mesmo é o aconchego
que tu acha aqui no peito
cafungando no cangote do teu nêgo!

Olha, se temos nossa casinha 
vou lhe mostrar o aconchego
quando chego, onde é que tá
Ele vem bem, já vem vestido de pijama:
o pijama de quem ama é mais macio!

E toda vez que eu rio da pantufa que tu usa...
que ela é de vaquinha, lembra o café da manhã
e o cafuné que de manhã a gente toma
e sonha no fundo da rede com o pão quentinho
que a preguiça...
a preguiça que não deixa ele chegar!

Aconchego mesmo é o aconchego
que tu acha aqui no peito
cafungando no cangote do teu nêgo!

segunda-feira, 23 de abril de 2012

Grande Mumu!

Achei esse documentário sobre o Mumu, do Canal Brasil... É excelente, Mussum é formidável demais!





sábado, 21 de abril de 2012

Assim tu se Fróide, má!

O carnaval desse ano passamos aqui no frio da Espanha. Eu e a Isabelle ficamos só sonhando com o carnaval no Brasil, doidos pra estar por lá... e os amigos só fazendo inveja. A vontade de ir pro Sanatório também estava grande, que já é nosso melhor carnaval! Foi nesse clima que eu fiz essa musiquinha aí, uma homenagem ao bloco. Além dela acho que ainda tem mais umas duas por aqui! Agora que eu tenho essa gravação minimamente decente, aí está "Assim tu se Fróide, má", num arranjo que fiz com o Filipe Braun!


Assim tu se Fróide!
(João Lucas)

Assim tu se fróide, má
assim tu se fróide!

Já vai pra rua
e não vai com brincadeira
entornando a vida inteira
num calor que é de lascar
e no valseado desse alegre
samba-enredo,
deixa o chaboque do dedo
na esquina lá do bar!

Assim tu se fróide, má
assim tu se fróide!

Desce um espeto
de colega com farofa
que a turma toda gosta
para o rango agasalhar
e nesse compasso
vai até o fim do mundo
vai que nem o Sigismundo
pode te acompanhar!

sexta-feira, 20 de abril de 2012

Alguns desenhos iluminados com aquarela...

Me meti, não sei porque cargas d'água, em uma disciplina de pintura. Agora estou nessa peleja travada... Não são exatamente o que se pode chamar de pintura ou de aquarela, isso o professor me deixou bem claro, porque aí o mais importante é o desenho. No caso então, são desenhos iluminados com aquarela. De qualquer forma, sabendo que eu sou na verdade arquiteto e não pintor, creio que o professor topou minha empreitada. Coloco alguns desses desenhos que fiz até agora para que vocês dêem uma olhadela! Um grande abraço!

Um bule, ou como chamam aqui, tetera...

O bule com aquarela

esse é sem instrumentos de construção, à mão livre

tentei dar uma racionalizada no pimentão... hahahahaha

o pimentão com aquarela

esse prédio é na minha rua, uma loja de sapatos chinesa
uma igreja lá na Alhambra, pela perspectiva dá pra notar que eu fiz a partir de uma foto né...

Aqui também é na Alhambra, em Granada.



quarta-feira, 18 de abril de 2012

A Vingança da Gitana

O negócio agora é assim... todo dia a gente faz pelo menos uma música! Essa aqui achamos que ficou legal e então, na minha ânsia de mostrar pra todo mundo, já vou postando ela aqui... Escutem primeiro, depois a gente conversa mais! Ah! Acompanhem com a letra!


A Vingança da Gitana
(Filipe Braun e João Lucas)

Ela era solamente una gitana
que seu corpo bailava sem parar
mas um dia se viu atraicionada
por aquele que fervia o sangue seu
ela chorou, roeu e arriou-se
mas então resolveu se alevantar
mirou seu baralho vidente
e seu destino agora era vingar-se!

E a vingança da Gitana então nasceu!

Ela tratou de duas galinha preta (tosse)
para fazer macumba eficiente
teve aulas com um espadachim
um japonês ensinou-lhe o karatê
e foi treinando disciplinadamente...

E a vingança da Gitana começou!

Voam cabeças, braços, mãos, pernas...
Jorra muito sangue para o chão.

E ela terminou no filme do Quentin...

E a vingança da Gitana se acabou
E a vingança da Gitana começou
e a vingança da Gitana não parou!


Essa música cinematográfica a gente dedicou para Sidney Magal e Quentin Tarantino! Quem viu Kill Bill acho que tem tudo pra gostar...
Digam aí o que vocês acharam! A opinião de vocês é importante pra gente dar continuidade "aos trabalhos"!

domingo, 15 de abril de 2012

Minha cidadezinha qualquer...

Fiz essa música há um bom tempo atrás e deixei ela encostada. Agora que eu e o Filipe, o Braun, estamos em alta produção, desenterrei ela dos mais profundos confins do meu hd e fizemos esse arranjo. Nossas vozes são um quebra-galho enquanto não aparece alguém que cante dignamente. A letra é baseada no poema do Drummond, chamado "Cidadezinha Qualquer", que diz: 

Cidadezinha Qualquer
(Carlos Drummond de Andrade)

Casas entre bananeiras 
mulheres entre laranjeiras 
pomar amor cantar.

Um homem vai devagar. 
Um cachorro vai devagar. 
Um burro vai devagar. 
Devagar... as janelas olham.

Eta vida besta, meu Deus. 

De Alguma poesia (1930)

Fiz então a letra que se chama "Minha cidadezinha qualquer", construí essa melodia, e agora mostro pra vocês essa versão...




Minha Cidadezinha Qualquer
(João Lucas)

Nas bananeiras, nas laranjeiras tem
Tem muita casa e tem mulheres, tem
E num pomar há um amor a cantar...

Cão devagar, olhar devagar,
tão devagar não dá!
Não tem Drummond,
não tem mais jeito
Que vida besta, oh Deus! (adeus!)

sábado, 14 de abril de 2012

O Cine Palácio



Uma partezinha do meu projeto de fim de curso na arquitetura foram os vídeo-espaços. A idéia é a de encenar algo na frente de um edifício interessante, com valores agregados, sejam arquitetônicos, históricos, sentimentais... Depois, a gente projeta essa filmagem na fachada do edifício, fazendo coincidir os elementos arquitetônicos reais e projetados. A idéia é deixar aquele edifício vivo. Pessoas saindo das portas, janelas abrindo, por exemplo... A encenação pode inclusive continuar após a projeção e haver um diálogo entre o real e o projetado.

Foi lembrando dessa idéia dos vídeo espaços que fiz esse trabalho. Não é exatamente um vídeo espaço, mas tem muitos elementos semelhantes. O texto a seguir explica um pouco melhor o que tentei fazer aqui. 

O cine do Gordo, como é conhecido pela população, foi um cinema desde os anos 30. Mas foi pelos idos anos 70 e 80 que nele passavam muitos filmes chineses de kung-fu e outras artes marciais. Porém perdeu a luta contra o tempo. Hoje é só um prédio abandonado, esperando por outros chineses, agora não mais lutadores, e sim comerciantes. Há uma placa ali avisando da abertura de uma loja, mas que parece estar também tão abandonada quanto o velho edifício. O fato é que hoje o cinema só é cinema pelo lado de fora. E assim, meio sem querer, meio que desvirtuando o cotidiano, transforma a rua em espetáculo. O dia-a-dia irreversível, fato único, exibido cena a cena, com seus detalhes revisitados de maneira mais lúdica, onde a rua, misto de artista e platéia transforma-se em sala de exibição, vendo a si mesma, transfigurada no olhar poético da película.

quarta-feira, 11 de abril de 2012

Meu primeiro gravado!


É o meu primeiro desenho usando técnica direta de gravação em cobre. Tô aprendendo esse tipo de coisa aqui no mestrado. A gente desenha com uma ferramenta chamada "ponta seca" direto na chapa de cobre. Daí a gente passa tinta, coloca na prensa e pimba! Sai  Nosso desenho gravado no papel! É um barato! Essa casinha que desenhei ficava atrás aqui do nosso prédio, mas essa coberta aí que mais parece as costas de um dragão dorminhoco não resistiu à chuva e caiu. Ainda bem que já não morava ninguém aí debaixo. Ontem terminaram de demolir essa pobre casinha. É isso.